Como tudo Começou (Texto escrito em julho de 2001)

Negocio fechado. Finalmente os anos de sonho e vontades reprimidas chegaram ao final. A cana do leme do primeiro cabinado finalmente estava firme na mão. Eram 14:00 horas, maré de sizígia enchendo e já tínhamos calado para o Ban Ban deixar o cais do Carioca Iate Clube em Ramos com destino a uma poita no Jurujuba Iate Clube, em Niterói.O Ban Ban é um Atoll 23, casco de 1986, enrolador de genoa, bate-vela e esta sem motor auxiliar.Tripulando o Ban Ban íamos eu (43 anos comecei a velejar aos 12), Marisa (23 anos velejou uma única vez antes como passageira), Marina (12 anos, já tinha feito Colônia de Vela no ICI, com Optimist, há uns 4 anos atras) e João Pedro (3 anos).

Amarras soltas, vela grande levantada, vento do quadrante sul moderado com força 4, e corrente de maré contraria (que continuaria subindo pôr mais 1 hora), permitiam antever uma boa velejada de contravento assim que ultrapassássemos as dificuldades já previstas para cruzar as 3 pontes do Galeão, na Ilha do Governador.

Como nunca tinha navegado pôr aquelas águas, me informei com o antigo proprietário sobre os perigos à navegação muito comuns naquela área de águas rasas, e sobre o canal pôr onde cruzar as pontes. Fizemos as manobras para sair da piscina do Carioca, desenrolamos a genoa e navegamos pelo canal que separa a Ilha do Governador da Ilha da Guanabara.

Sem um motor que nos auxiliasse a navegação deveríamos vencer um trecho estreito, de pouca profundidade e com maré e vento contrários. Era um bom desafio para a pouca experiência da tripulação a bordo. Todavia, o maior desafio seria a cruzar sob as 3 pontes que formam o conjunto conhecido como Ponte Velha da Ilha, pois já tínhamos sido informados que com maré cheia o vão da era insuficiente para a altura do mastro do Ban Ban.

No nosso traves ia um Ranger 22 comandado pelo Guilherme a quem fomos apresentados no Clube Carioca, que com seu motor de popa roncando atravessou sem maiores dificuldades. Nossa vez chegou, em orça apertada, com vento pôr boreste desloquei toda a tripulação para bombordo tentando adernar mais o barco e entramos embaixo da ponte. O vento enfraqueceu, o barco voltou um pouco a posição vertical e começou o sufoco…

Antena e biruta começaram a arrastar sob a ponte, vi um pedaço da biruta quebrar e cair no mar e o outro lado nada de chegar, com a redução do vento, a maré contraria começou a nos empurrar em direção a um dos pilares, o que nos obrigou a, numa manobra arriscada, aproveitando um vão entre as vigas que seguem pôr baixo da ponte, cambar e fazer o caminho de volta.

Manobra bem sucedida, ao sairmos da ponte nos deparamos com varias linhas de pesca esticadas surpresa desagradável para nos, e talvez nem tanta surpresa para pescadores que arremessam suas linhas por sobre um canal de navegação estreito, de todo modo são poucos os pescadores que ficariam satisfeitos em pegar um peixe de 23 pés…

Sem biruta, com a antena do VHF empenada e com algumas linhas de pesca presas na rede do guarda mancebo nos aproximamos de terra esticando ao máximo o bordo para tentar mais uma vez a travessia da ponte desta vez com mais velocidade tara enfrentar a maré, cambamos, tripulação toda sentada a sotavento e la fomos nós ouvindo quase todos os impropérios dos pescadores que já tínhamos ouvido junto com o barulho das linhas de nylon arrebentando e das chumbadas batendo no costado.

Tensão crescente a bordo, a ponte se aproximando novamente, o Ban Ban rumava decidido para vencer o obstáculo. Quando eu já imaginava a antena como sendo a próxima vítima da ponte, o vento aumentou de intensidade adernando mais o barco e permitindo um angulo mais fechado de orça. Com essa inclinação extra, apenas a ponta da antena passou roçando de leve sob a ponte e em poucos minutos deixávamos para trás o primeiro susto a bordo do nosso valente barquinho.

A segunda e a terceira ponte, também foram vencidas com dificuldade pôr ter que marear velas e cuidar do leme simultaneamente já que não podia contar muito com os tripulantes pouco experientes, mas sem o perigo do baixo vão da primeira, a tarefa embora árdua não foi tão tensa.

Seguindo as orientações que recebemos, montamos pôr boreste uma bóia lodo depois da última ponte e alteramos o rumo em 90 graus até estarmos no través da caixa d’água da Base Aérea do Galeão, onde cambamos novamente em direção a Laje das Canhanhas, a qual deixamos pôr bombordo a menos de 100 metros de distancia onde a profundidade era mais que suficiente para o calado do Atoll.

Em orça apertada mantivemos curso paralelo a praia do Jardim Guanabara na Ilha do Governador, e contando com a ajuda da maré que pôr essa hora já tinha começado a vazar mantivemos o mesmo bordo até bem próximo a Ilha de Mocanguê já em Niterói.

Quando nos aproximávamos do final dessa perna, resolvemos fazer a primeira refeição a bordo, Marisa entrou na cabine, passou pelo João que a essa hora já estava no terceiro sono e pegou os salgadinhos que tínhamos comprado no restaurante do Clube Carioca. Marina não quis e somente eu e Marisa encaramos o bolinho de aipim com carne moída que estava delicioso, temperado pela fome. Era só o que o estômago da minha esposa estava esperando para nos lembrar que ele também estava a bordo e fazendo sua primeira travessia.

Cargas ao mar!!!

Marisa foi deitar com o João na cabine para ver se melhorava um pouco e algum tempo depois, cargas ao balde…

Marisa foi melhorando e João acordou. Marina já mais tranqüila começou a lembrar do que tinha aprendido na Colônia de Vela me facilitando bastante o trabalho pois já podia deixar o leme pôr sua conta e descansar um pouco. Quando ela estava mais confiante passei a deixar as manobras de leme, nas cambadas, com ela enquanto eu cuidava de marear as velas. Cruzamos a Ponte Rio Niterói e seguimos bordejando pelo meio do canal da Baia da Guanabara aproveitando a vazante da maré até cambarmos em direção a Praia de Icaraí em Niterói, deixando com boa distancia a Ilha da Boa Viagem pôr bombordo.

Próximo a ponta do Seabra cambamos mais uma vez em direção ao Morro do Morcego, quintal de casa. O sol se pôs e a brisa do final da tarde nos levava lentamente em direção a poita no Jurujuba Iate Clube e ao escurecer divisamos a traineira de apoio (Mestre Miquimba) vindo em nossa direção com o mestre Arnaldo (Gato) acionando a buzina em saudação a chegada do Ban Ban. Peguei o cabo de reboque, passei pelo cunho de proa, enrolei a genoa enquanto Marina cuidava do leme e baixei a vela grande.

As 18:00h amarramos o barco em sua poita no Jurujuba, onde temos certeza que será o ponto de partida para muitas prazerosas aventuras a bordo de nosso barquinhoque tão bem se comportou nessa nossa primeira travessia juntos.

Obrigado a todos os tripulantes, em especial a minha filha Marina pela força no leme e a minha esposa Marisa pelo apoio e companheirismo, ao marinheiro Gato pela ajuda com a com a traineira Mestre Miquimba, e a quem quer que tenha mandado a rajada que nos permitiu passar sob a Ponte Velha do Galeão.

 

 

Férias na Ilha Grande (Dez/Jan de 2001/02) - Texto escrito em Fevereiro de 2002 e publicado na Revista Velejar & Meio Ambiente nº 3.

O Ban Ban no Saco do Ceu.

Finalmente, as 16:30 h do dia 30/12/2001 jogamos ferro no Saco do Céu, Ilha Grande, para uma temporada de 20 dias a bordo do nosso Atoll 23, o Ban Ban. Esta temporada se dividiria em duas etapas: a primeira, 10 dias com 2 tripulantes ( Eu e minha esposa, Marisa) e a segunda 10 dias em que teríamos a companhia das crianças, a princezinha Marina com 12 anos e o espoletinha do João Pedro de 3 anos. O Saco do Céu, na Enseada das Estrelas, é o melhor abrigo que conhecemos para um pernoite tranquilo. Em suas águas, por vezes, se tem a impressão de estar com o barco em seco. Aproveitamos para relaxar um pouco no cockpit até sermos presenteados com um maravilhoso céu estrelado que se mostrou por alguns momentos quando as nuvens lhe cederam a vez. Enfim, cansados da viagem de cerca de 65 milhas, cumpridas em 17 horas, demos uma arrumação rápida no barco e nos recolhemos para um merecido descanso.Acordamos cedo no dia 31, levantamos âncora e partimos para o Condomínio Portogalo. Enchemos o tanque de gasolina do motor de popa, desembarcamos o lixo que já se acumulava a bordo e zarpamos para o Condomínio do Frade, distante cerca de 14 milhas, onde participamos de um belo churrasco na casa de primos. As 17:30 h voltamos ao Ban Ban. Com o auxilio da carta da Baia de Angra, marquei alguns pontos que, transferidos para o GPS, nos garantiriam um retorno seguro, visto que faríamos boa parte do trajeto durante a noite.

Levantamos âncora as 18:30 h e zarpamos. Pena não termos tido vento, motorando curtimos ao longe as luzes da cidade de Angra dos Reis e dos vários condomínios que se multiplicam na região, volta e meia víamos o clarão dos fogos de artifício que saudavam a próxima chegada de 2002. As 21:00 h navegávamos na esteira de uma maravilhosa lua cheia que nos acompanhou até o Saco do Céu, onde chegamos as 22:30 h.

À meia noite, abrimos uma garrafa de vinho para comemorar a passagem do ano enquanto assistíamos a queima de fogos em alguns restaurantes daquela enseada, bem como conseguíamos vislumbrar o clarão dos fogos da Vila do Abraão.

Dia primeiro de janeiro, pela manhã, desembarcamos pela primeira vez no Saco do Céu, durante esta viagem. Ao chegarmos em terra fomos recebidos por nossos amigos Damásio e Márcia, donos do aconchegante restaurante Coqueiro Verde. Passamos o dia aproveitando as delicias do lugar. No final da tarde não poderia faltar o banho no "Bicão", gelado como sempre mas absolutamente revigorante. Quando escureceu voltamos ao barco.

Levantamos tarde no dia seguinte, mergulhamos e ficamos relaxando nos "macarrões" que havíamos levado. Preparamos um almoço rápido a bordo. À tarde chegaram o Vatapá (Peterson 33), do nosso amigo Fábio, e a tripulação do Desafio (Brasília 32). Terminado o banho no "Bicão", fomos convidados pelo Ítalo e a Mônica para jantar a bordo do Desafio. Após o jantar um bom papo de convés e cervejinha gelada completaram nossa noite.

Logo que levantamos na quinta feira, resolvemos dar uma esticada até a Lagoa Azul e mais uma vez sem vento tivemos que motorar. Chegamos por volta do meio dia e vimos o Desafio ancorado na enseada. Assim que nos viu, o Ítalo chamou e sugeriu que parássemos a contrabordo. Preparamos as defensas e os cabos de atracação, nos aproximamos, passamos os cabos e amarramos os barcos. Quando íamos começar a curtir o local e a companhia dos amigos, a Mônica avisa: - Acho que a âncora soltou!

Soltamos os barcos, liguei o motor para procurar um local onde jogar nossa âncora e assim que fiz um giro de 180º o motor apagou, depois de diversas tentativas frustradas de faze-lo funcionar, percebi que Marisa ainda não havia preparado a âncora. Vendo que estávamos nos aproximando rapidamente das pedras por causa do vento forte que começara a entrar, corri até a proa e da forma mais rápida possível lancei o ferro na água. Bendita hora que trocamos a Danfort que estava em uso por uma Bruce de 5kg com 4m de corrente. A Ancora unhou de primeira e conseguimos parar o barco a cerca de 10m das pedras.

Passado o susto, mergulhei para verificar a profundidade e constatei que tínhamos bastante água até o fundo mas a proximidade das pedras não me deixava relaxar. Então, com calma, liguei o motor e nos afastamos mais um pouco.

Pegamos máscaras de mergulho e snorkel e fomos aproveitar aquele paraíso de águas cristalinas, vimos Sargentos Mouros, Peixes Borboleta, alguns Donzelas, Estrelas do Mar e uma variedade de espécies. Depois de almoçarmos levantamos âncora e desenrolamos a genoa para uma deliciosa velejada de volta para o Saco do Céu, onde a água gelada do "Bicão" nos esperava.

Quando nos aproximávamos da Enseada das Estrelas, vimos o Vatapá que também se dirigia para lá. Durante algum tempo navegamos lado a lado e ficamos sabendo pelo Fábio que sua esposa Rose e seu filho Gabriel de 7 anos estariam chegando no dia seguinte, ao mesmo tempo em que desembarcariam os tripulantes que o ajudaram a fazer a travessia de Niterói a Ilha Grande.

Os dias que se seguiram nesta primeira etapa da viagem foram preenchidos com caminhadas até a Praia de Fora e Praia do Camiranga, mergulhos no Rio Perequê, almoços nos restaurantes da região, papos de convés e no Coqueiro Verde.

Na segunda feira dia 7 de janeiro eu e Fábio fizemos um mergulho em uma enseada próxima à entrada do Saco do Céu, nadei por quase 10 minutos com uma linda raia chita de cerca de 1,70 m de ponta a ponta das "asas" e vi uma pequena moreia esverdeada com manchas marrons que serpenteava no fundo em busca de uma refeição. Depois do almoço fizemos uma caminhada e na volta descobri que meu dedão era mais frágil que as pedras do caminho. Dei uma topada que fez um belo estrago no do pé esquerdo, mas nada ia estragar esses dias maravilhosos.

 

Coqueiro Verde, antes da carona.

 

 

As 22:00 h, aproveitamos que o Desafio estaria voltando a Niterói e pegamos uma caroninha para buscarmos as crianças.

Retornamos ao Saco do Céu e ao Ban Ban no dia 10 de janeiro junto com os herdeiros. Levamos para terra o bote de apoio que havia ficado vazio no barco, e o inflamos. Fomos com as crianças ao "Bicão" e depois que escureceu voltamos a bordo para uma sessão de céu estrelado com direito a estrelas cadentes e alguns satélites artificiais que a Marina adorou ficar procurando. Jantamos e fomos dormir.

Acordamos cedo e saímos para uma caminhada até as Praias de Fora e do Camiranga onde ficamos à sombra de uma árvore cujos galhos se debruçam por sobre o mar. Mais um delírio para as crianças. Na volta tomamos um banho no Rio Perequê e depois fomos almoçar uma deliciosa moqueca mixta no Restaurante da Dona Maria que fica na Praia de Fora. Chegamos no final da tarde e mais uma vez a água gelada do "Bicão" nos aguardava, porem a cada dia que passava o seu volume era cada vez menor.

Embarcamos quando já havia escurecido, fizemos um lanche rápido e fomos para o cockpit observar as estrelas.

Acordamos cedo no sábado, atravessamos o canal até Portogalo, abastecemos, descarregamos o lixo e retornamos a Ilha, pois havíamos combinado encontrar com o Fábio e a família que estavam com o Vatapá na Enseada de Matariz. Chegamos por volta das 11:30 h e encontramos a Rose e o Gabriel pescando do cockpit. Fiquei a bordo para resolver um problema que tinha ocorrido com o cabo de partida do motor de popa e aproveitei para mexer na parte elétrica do Ban Ban já que algo estava afetando o funcionamento da bomba de porão. Quando estou pronto para desembarcar, o pessoal retorna com a novidade de que faríamos um churrasco na praia, debaixo de uma amendoeira. Marisa e Marina prepararam um arroz a bordo enquanto Rose fazia uma maionese no Vatapá. Compramos uma galinha e lingüiça na mercearia do Seu Manoelzinho. Eu e o Fábio cuidamos do braseiro e todos se deliciaram com o almoço.

Eu e Marina, a caminho de Matariz.

Partimos então para uma caminhada até uma praia próxima, com direito a chupar mangas apanhadas na beira da trilha. A noite Marina mareou um pouco, mas um comprimido resolveu logo o problema e dormimos tranquilos.

O domingo amanheceu chuvoso e resolvemos ficar a bordo do Vatapá. No almoço acabamos com o que havia sobrado do churrasco da véspera e enquanto a chuva caia sem trégua, o papo rolava solto sob o toldo do Vatapá. Durante o dia algumas partidas de buraco e brincadeiras com as crianças fizeram o tempo passar rápido, às 22:00 h resolvemos voltar ao Ban Ban debaixo de chuva e tão logo entramos para a cabine, a chuva parou….

No dia seguinte levantamos tarde, o tempo havia melhorado e resolvemos partir para a Enseada do Sítio Forte. Ficamos na Praia de Ubatubinha, defronte ao Quiosque do Lelé, bem ao lado do Mistral (Fast 345) do Comandante Marcos. Eu e Marina saímos para um mergulho com máscara e snorkel enquanto Marisa ficou a bordo com o João Pedro, preparando o almoço. Marina estava encantada, mas a fome nos trouxe rapidamente de volta ao barco. No final da tarde fomos em terra curtir uns petiscos no quiosque e tomar banho.

Terça feira teve caminhada para Marisa e João Pedro, juntamente com a tripulação do Vatapá, enquanto eu e Marina retomávamos o mergulho e viamos diversos espécimes das várias espécies características da região. Mas o que Marina mais curtiu foi a enorme quantidade de estrelas do mar.

A quarta feira chuvosa nos fez permanecer o dia inteiro a bordo, essa era a nossa preocupação. Com 3 anos, como o João Pedro reagiria ao confinamento na cabine de um barco de 23 pés. Marina, Marisa e eu tínhamos livros e revistas a bordo, poderíamos nos distrair e passar o tempo, mas o João, espoleta do jeito que é, poderia ficar bastante entediado. Tivemos noticia que a frente fria que havia entrado estava provocando estragos no Rio e em São Paulo e uma forte ressaca fustigava todo o litoral. Todavia em nosso abrigo somente a chuva nos incomodava.

Para nossa surpresa, tédio foi o que menos se viu a bordo naquele dia. Almoçamos macarrão com almôndegas e Marina fez um brigadeiro para a sobremesa. A noite recebemos a visita do Fábio com o Gabriel e tivemos pipoca com suco de laranja, preparados por Marisa.

No dia seguinte levantamos e fomos para terra, Marina não estava bem. Enjoada e com febre baixa, passou boa parte do dia na rede, no quiosque. No final da tarde ela já estava recuperada.

Voltamos tarde para o barco e quando acordamos na sexta feira nos despedimos do pessoal do Vatapá e zarpamos de volta ao Saco do Céu. Almoçamos uma deliciosa macarronada com frutos do mar no Coqueiro Verde.

 Capitão João Pedro, de volta ao Saco do Céu.

 Ficamos o resto do dia em terra papeando, jogando frescobol e no final da tarde fomos tomar nosso último banho dessas férias no "Bicão". Ficamos felizes pois, com as chuvas, ele havia recuperado o seu volume de água normal.

Voltamos ao Ban Ban por volta das 21:00 h e dormimos a última noite na tranquilidade do Saco do Céu.

As 7:30 h levantamos âncora e nos despedimos daquele pedacinho de paraíso, atravessamos o canal e fomos até Portogalo. Lá abasteci o barco e a família desembarcou para voltar para casa por terra. As 9:45 h zarpei do cais de Portogalo e as 3:35 h do dia 20, depois de cerca de 240 milhas navegadas desde que o soltei na noite de 29 de dezembro de 2001, peguei novamente o cabo da poita do Ban Ban, encerrando nossas férias com a esperança que o ano passe bem depressa e que as próximas possam ser tão boas quanto as que terminavam.